Hoje Sou


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Do primeiro dia no jardim da infância até o diploma de jornalista foi um longo trajeto.
Virei jornalista pela Cásper Líbero, aliás, com muito orgulho.
A ECA (Escola de Comunicação e Artes da USP) que me perdoe, mas a Cásper é a Cásper.
Sempre será Cásper...
Depois fiz massoterapia, formação em Acupuntura, dei aulas para 
médicos da técnica chinesa e, como não era da área da saúde,
me meti com os psiquiatras e psicopatologistas
da USP.  UFA!
E como sou atreviso, especializei-me em
Psicopatologia,
e como todo atrevido defendi Carl Gustav Jung
em pleno Hospital das Clínicas, onde gosta-se
muito de Freud...
Pedi aprovação para psiquiatras tradicionais
e arranquei a forceps um 8
no final do ano.
Fiz pós graduação em Acupuntura 
e diversos cursos como EFT, Florais Alquímicos, 
Fluido Bastões, Nutrição Antroposófica, Medicina Quântica,

Terapia Ortobiomolecular etc. 
Como diria médica amiga, tenho a coragem de juntar tudo 
para melhor atender os que me procuram...
Avante.



                     No princípio era o jardim da infância.
                                       Lembro-me como hoje daquele duro primeiro dia.
                                       Três anos, talvez um pouco mais, e uma vontade extrema de chorar ao ver minha mãe partir.
                                       Mas, respirei fundo e busquei sentir o que ainda não era: um homenzinho.
                                        O Externato Santo Eduardo existe até hoje. Rua Tenente Pena, Bairro do Bom Retiro, ali, no final da Zepa, que é como                                                               chamávamos a José Paulino.
Outro dia fui lá. Pedi licença para entrar e sentar-me um pouco no páteo.
Que era para relaxar os olhos e perder um pouco o horizonte... 
Achei que era um dos poucos que poderiam querer.
Puro engano.
A atual diretora disse-me que muitos fazem isso.
Vão lá sentar um pouco e se perder no tempo.
Foi o que fiz. 
Sentei-me. Abstrai-me...
Vivi excelentes momentos. 
O tempo pára e a memória nos mostra que a velocidade da vida é estonteante.
E mesmo que queiramos brecar um pouco, reduzir o ritmo, o trem que vem atrás não tem freios...
Bons momentos.
Depois, vagas lembranças da dificuldade de entrar em uma escola pública.
Pois é, sou dos tempos em que a escola pública valia e a privada não.
Estudei até em uma igreja - a Santo Eduardo - lá até hoje, na rua dos Italianos, para prestar um Exame de Admissão.
Naquele tempo não tinha cópias fugidias de gabaritos pelas portas do fundo e tinha-se de estudar.
Estudei e entrei. 
Escola Estadual Dr. Alarico Silveira.
Com muita honra.
No começo, calça cinza pólvora e camisa branca com direito a distintivo do colégio no bolso esquerdo.
Uma honra.
Até inflava o peito depois de vestir o uniforme bem passado pela minha querida mãe.
Andávamos impecavelmente.
Tive de decorar o Hino Nacional Brasileiro, que orgulho-me de saber estrofe por estrofe em festas cívicas que frequento hoje. 
Outro orgulho era levantar-me quando o professor entrava na sala.
Se o Diretor da Escola também passava pela sala, também era preciso levantar-se.
Coisas que aprendi e que hoje parecem fora de moda. 
Fora de moda mas que, com certeza, talharam homens de bem.
Todos que lá estudaram em minha época - em encontros atuais dos Alaricossauros - mostram-me que deram homens de bem...
Orgulho de ter sido do Alarico... que é como falamos. 
Depois, cursinho e faculdade e - em especial a de jornalismo - época em que achávamos que íamos mudar o mundo.
Sobretudo na época da ditadura, em que líamos escondido o Manifesto Comunista, publicações espúrias do Nacional Socialismo e do Internacional também. Nossos ídolos - há muito não são os mesmos - era Karl Marx, León Trotsky, Lenin e por aí ia.
Não vai mais...
Jornalistei um bom tempo, mas caí para a psicologia.
Comecei a ler Carl Gustav Jung, uma luva para quem quer tentar se achar. 
Fiz cursos de massoterapia e começava a querer curar os outros, lambendo minhas próprias feridas, como bem aponta o próprio Jung. 
Formei-me em Acupuntura, reciclei várias vezes, fiz uma pós-graduação em Acupuntura mesmo e dei aulas, inclusive para médicos, desta magnífica arte-terapêutica. 
Como não era formado na área da saúde, resolvi fazer outra pós. 
Em psicopatologia, nome complicado para dizer sobre as doenças da alma.
Na USP, em pleno Instituto de Psiquiatria, onde pululam Freudianos até nos vincos das cortinas em cada janela, fiz minha monografia - como todo bom rebelde - defendendo Jung. Tirei 8,5, até mesmo de psiquiatras cristalizados, aliás, muito bem cristalizados, e muito competentes em suas áreas de atuação.
Juntei o jornalismo e a atividade terapêutica em um programa de TV - o Salutis - que apresento toda segunda feira, às 14h, ao vivo pelo site www.alltv.com.br.
E ali tem sido um aprendizado, um grande aprendizado que procuro compartilhar com o mundo. 
Mas aprendi muito, e sobretudo, pelos diversos cursos que fiz decorrentes dos grandes profissionais que entrevistei e entrevisto, a cada programa...
Hoje procuro agregar - com um pouco de tudo que fiz - novas aplicações, pesquisas e técnicas - acupuntura, florais, ventosaterapia, EFT, aspectos da nutrição antroposófica, biorressonância magnética, terapia ortobiomolecular etc - tudo em benefício único do paciente que me procura. 
Um caminho e tanto que, entretanto, parece estar apenas começando...
Aliás, como sempre começa a nossa vida, a cada dia, a cada instante, a cada minuto...
Hoje, continuo jornalista e terapeuta, casando-me internamente com estas duas belíssimas profissões, e buscando fazer delas o quê de melhor eu posso e consigo, em um processo contínuo de aperfeiçoamento moral e existencial.
Agradecido pela sua paciência e por compartilhar tais momentos...


João Carlos Baldan